Criado pela startup queniana Internet of Elephants, o aplicativo Safari Central usa dados de organizações ambientais para criar versões de realidade aumentada de animais reais, incluindo elefantes, jaguares e lêmures, em um aplicativo gratuito para celular. Por meio do app, os usuários podem liberar sua criatividade para tirar fotos de seus animais favoritos, onde quer que estejam. Um rinoceronte virtual pode ser visto na Champs Elysees em Paris, ou um pangolim pode ser encontrando escalando a Harbour Bridge em Sydney. Os jogadores postam suas fotos favoritas usando o hashtag #RewildYourWorld e automaticamente estão concorrendo a um safari de 7 dias na África, que será premiado no dia 7 de outubro. Enquanto isso, conhecem as seis espécies do aplicativo: um elefante, uma rinoceronte, uma lêmure, um pangolim, um urso-cinzento e a onça-pintada Atiaia, um dos animais monitorados pelo Instituto Pró-Carnívoros com o apoio do WWF-Brasil no Parque Nacional de Foz do Iguaçu, no Paraná. Os movimentos da Atiaia e foram captados por câmeras escondidas na mata e serviram para criar a versão realista do animal no aplicativo. Com dados sobre a disposição geográfica, tamanho e hábitos da onça e dos outros animais, os desenvolvedores da Internet of Elephants criaram uma versão digital de cada bicho, que agem como se estivessem em seu habitat natural, rugindo, caminhando, etc. “A Mata Atlântica corre o risco de perder o seu principal predador – a onça pintada. Falta apenas 1% dessa espécie e precisamos protegê-la com urgência. A Mata Atlântica é considerada um dos principais biomas do mundo, com 148 milhões de pessoas e 20 mil espécies de árvores e arbustos. Apesar de ser altamente ameaçada, tem uma biodiversidade única, por isso é fundamental abraçar sua proteção e que maneira melhor de fazer isso que aumentar a conscientização de uma maneira divertida e atraente!”, comenta Maurício Voivodic, Diretor Executivo do WWF- Brasil. O aplicativo é gratuito, assim como as primeiras fotografias. Depois, os jogadores podem optar por comprar mais “filme fotográfico”, com micro pagamentos que vão direto para as organizações envolvidas no projeto: Chicago Zoological Society no Brookfield Zoo, Conservation International, Ol Pejeta Conservancy, Space for Giants, Tswalu Foundation e o Instituto Pró-Carnívoros. “A grande visão do Safari Central é fazer com que milhões de pessoas em todo o mundo pensem em vida selvagem por cinco minutos todos os dias e pensem positivamente”, diz Gautam Shah, fundador da Internet dos Elefantes e um dos criadores do Safari Central. “A conservação sofre de tantas más notícias e imagens sombrias. As pessoas só querem virar a página ou mudar o canal. Mas há mais de dois bilhões de pessoas que jogam online ou jogos de computador. E se, ao jogar nossos jogos, nós possamos conseguir uma fração de eles para serem viciados em animais selvagens? Isso poderia ser um verdadeiro cambista de jogo para a conservação.”, completa. Pokémon Go da natureza No ano que vem, novos animais e funcionalidades serão acrescentados de acordo com a reação do público, transformando o app em um verdadeiro Pokémon Go da natureza, em que as pessoas poderão encontrar os animais pelas cidades. Programado para lançamento em julho de 2018, o jogo completo do Safari Central contará com dados GPS dos movimentos reais de cada animal em todo o seu território – uma onça que patrulha a floresta brasileira ou um elefante que navega na savana do Quênia – sobrepostas em cidades do mundo. Os jogadores poderão seguir e tentar detectar as versões virtuais dos animais, conhecendo informações sobre seu comportamento que vão lhes dando vantagens táticas. “Em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais conectadas via redes sociais, a ideia de dispersar conhecimento e chamar a atenção para a conservação e preservação da biodiversidade mundial através de um jogo lúdico é sensacional. Este aplicativo permitirá que pessoas de todos os cantos do mundo se engajem com as questões ambientais e contribuam para o bem do planeta”, opina Ricardo Boulhosa, vice-presidente do Instituto Pró-Carnívoros. História da Atiaia, onça-pintada brasileiraAtiaia é uma palavra guarani que significa “aquele que traz luz”. Ela é uma das poucas onças restantes no Parque Nacional do Iguaçu, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica no Brasil. Atiaia acabou de ganhar um filhote e é a estrela local, chamando a atenção do público através de imagens de câmeras escondidas, que os cientistas do Pró-Carnívoros usam para entender seu comportamento. “A Atiaia é uma onça-pintada muito calma, boa mãe e muito cuidadosa com os seus filhotes”, diz Ricardo Boulhosa, vice-presidente do Instituto Pró-Carnívoros. As onças-pintadas ficam com seus filhotes aproximadamente até completarem dois anos, ensinando-os a caçar e a sobreviver sozinhos. Ela não se assusta com a presença dos turistas, que ficam bastante encantados quando conseguem avistá-la. As onças-pintadas não miam como a maioria dos felinos, elas emitem uma série de roncos muito fortes, que são chamados de “esturros”. A principal ameaça à Atiaia e as demais onças-pintadas é a caça furtiva e a perda de seu habitat. A espécie ocupa o topo da cadeia alimentar e sua dieta consiste de veados, porcos-do-mato e outros vertebrados. Dessa forma, preservando o seu habitat, a onça-pintada fica protegida e o equilíbrio ecológico mantido. Com o apoio do Instituto Pró-Carnívoros, o WWF-Brazil atua no Parque Nacional do Iguaçu, conservando os remanescentes de Mata Atlântica da região para a sobrevivência da onça-pintada, espécie ameaçada de extinção. Mais informaçõeswww.safaricentralgame.comBaixe o app: Android e Apple