Renata Andrada PeñaO WWF-Brasil e o governo do estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), assinaram um termo de cooperação técnica para a conservação de Áreas Protegidas (AP’s) do estado. O documento prevê a realização de projetos, estudos, pesquisas e capacitação de profissionais voltados à conservação da biodiversidade e a criação, apoio e gestão de Unidades de Conservação (UC’s) e ações conjuntas de educação ambiental.A ideia é que as duas entidades trabalhem considerando ações voltadas à Reserva da Biosfera, instrumento de conservação que favorece a descoberta de soluções para problemas como o desmatamento das florestas tropicais, efeito estufa, poluição atmosférica, entre outros.A cooperação prevê ainda o trabalho para gestão efetiva de áreas protegidas públicas e privadas de Mato Grosso, o apoio ao desenvolvimento florestal, da indústria madeireira, o fortalecimento da educação ambiental e do sistema estadual de Recursos Hídricos e a implementação de ações de sustentabilidade ao Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, projeto idealizado em 2012 pelo WWF-Brasil para a conservação e desenvolvimento sustentável da maior área úmida do planeta.Para o coordenador do Programa Cerrado Pantanal, Júlio César Sampaio, o acordo ratifica o que já vem sendo planejado e implementado pelo WWF-Brasil, signatário do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal. “O apoio do governo do estado é muito importante para que as ações de conservação e de desenvolvimento sustentável na região do planalto, nas cabeceiras, sejam efetivamente implementadas e ampliadas”, disse.O termo de cooperação terá vigência de dois anos, podendo ser prorrogado na forma da lei.O Pacto em Defesa das Cabeceiras do PantanalO Pacto tem por objetivo recuperar nascentes degradas e conservar os rios Paraguai, Sepotuba, Jauru e Cabaçal, que fornecem cerca de 30% das águas que mantêm o pulso de inundação da planície pantaneira e afetam diariamente a vida de mais de 400 mil pessoas.O projeto conta atualmente com 49 entidades parceiras. Atualmente, 82 nascentes já estão em processo de recuperação, mais de 40 famílias de baixa renda já foram beneficiadas com a instalação de biofossas em suas propriedades e mais de 100 km de estradas rurais já foram ambientalmente adequadas. O WWF-Brasil atua no Pantanal desde a década de 1990. Em 2012, um estudo organizado pela ONG e parceiros revelou que a região das cabeceiras está em alto risco devido ao desmatamento, a falta de saneamento básico e as más práticas agropecuárias. Um estudo lançado em junho de 2017 pelo WWF-Brasil revelou que apenas 45% das cabeceiras do Pantanal estão preservadas.