O Seminário Estratégia Nacional para o Cerrado ocorre hoje, Dia Internacional do Meio Ambiente, no plenário 2 do Anexo II na Câmara dos Deputados, de 9h às 17h.A participação é aberta e está prevista a transmissão pela internet pelo link . A programação pode ser conferida neste link O evento é uma realização da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) com apoio de organizações socioambientais do Brasil que se uniram para defender uma política para o Cerrado. O fim do desmatamento, a realização de pesquisas para definição de políticas públicas e a conciliação de interesses do agronegócio, a conservação do cerrado e o respeito ao direito das comunidades tradicionais que vivem no bioma são alguns dos temas que serão debatidos com objetivo de propor uma política para o Cerrado. A visão é estancar a devastação que já consumiu a metade da cobertura vegetal original do bioma e proteger a biodiversidade e as culturas e povos tradicionais do Cerrado. Para tanto, seis organizações socioambientais do Brasil uniram-se para a apoiar a realização do seminário Estratégia Nacional para o Cerrado. A coordenação é integrada pelos institutos Sociedade, População e Natureza (ISPN), Centro de Vida (ICV), Socioambiental (ISA), Internacional de Educação no Brasil (IEB), de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e pelo WWF-Brasil. O evento conta com apoio da CLUA e CEPF. Documento-baseAo longo do processo de preparação do seminário foi elaborado documento-base com 11 propostas de discussão. O documento-base está fundamentado em três eixos. O primeiro é a conservação, proteção, fiscalização e melhorias na normatização para a proteção da biodiversidade no Cerrado. O segundo, aborda os direitos das populações tradicionais, extrativistas e indígenas nos territórios e a agricultura familiar. E o terceiro eixo envolve a discussão sobre a integração da agropecuária com a conservação de maneira a possibilitar o desenvolvimento rural sustentável inclusivo e a integridade das áreas naturais. Os temas que serão debatidos incluem uma proposta de emenda constitucional para considerar o Cerrado como patrimônio nacional, a ampliação de unidades de conservação para estarem adequadas às metas da convenção da biodiversidade, assim como a revisão das metas de redução de emissões de efeito estufa a partir do desmatamento do Cerrado. Estão incluídos ainda na agenda debates sobre a implementação do Código Florestal e do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) para melhorar e implementar o controle de desmatamento no bioma. “Há um conjunto de medidas que precisam ser coordenados entre si para que se construam políticas e programas que se fortaleçam uns aos outros”, detalhou André Lima. Todas essas propostas preveem uma governança para coordenar ações estratégicas em uma política para o nosso Cerrado, comenta o ambientalista.O documento final do seminário será entregue aos coordenadores do programa de meio ambiente dos candidatos a presidente da República na eleição de outubro deste ano.