Grupo já tinha apontado região a 700 km da costa, mas agora refinou os dados e aponta três subáreas que podem ajudar a concentrar esforços da investigação. Pesquisadores da UFRJ identificaram três subáreas que apontam como as mais prováveis para a origem do óleo.
Coppe/UFRJ
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificaram três subáreas que apontam como as mais prováveis para a origem do óleo que atinge as praias do Nordeste. Essas regiões estão entre 350 e 600 quilômetros da costa dos estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba. A informação divulgada nesta quinta-feira (31) é o segundo passo em um estudo que eles já tinham apresentado neste mês.
No dia 17, a equipe dos pesquisadores Luiz Paulo Assad e Luiz Landau informou ter utilizado um modelo matemático que os especialistas chamam de “registro reverso”. Eles partiram do mapa de manchas de óleo que chegaram à costa do Nordeste para tentar encontrar a origem provável do derramamento.
Neste primeiro estudo, apontaram que o ponto mais provável de início da mancha estava em uma região a 700 km ao longo da costa de Alagoas e Sergipe.
Cientistas da UFRJ determinam área mais provável de origem do óleo no Nordeste
Agora, as subáreas de maior probabilidade contemplam três regiões: uma localizada a aproximadamente 350 km da costa da Paraíba; outra localizada a aproximadamente 600 km da divisa entre Pernambuco e Alagoas, e uma terceira a aproximadamente 400 km da divisa entre Alagoas e Sergipe.
“As maiores probabilidades apontam para três regiões. Com simulações a partir de 79 pontos, fizemos uma modelagem inversa para considerar as possíveis trajetórias, considerando, além da superfície, dois, cinco, oito e dez metros de profundidade. Esse tipo de resultado precisa ser analisado, em conjunto com outros, para determinar a origem do óleo” – Carina Böck, pesquisadora do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe
De acordo com o professor colaborador da Coppe e professor do Instituto de Geociências (IGeo) da UFRJ, Luiz Paulo Assad, o estudo pode ajudar a diminuir o esforço das investigações.
Próximos passos e metodologia
O grupo vai continuar analisando os dados, e as próximas etapas preveem a realização de novas simulações utilizando a modelagem direta, confirmando se há convergência com os pontos registrados de contato do óleo com o litoral.
De acordo com os pesquisadores, as três subáreas foram definidas a partir da modelagem inversa, rastreando o óleo do litoral à provável origem. Agora, os pesquisadores iniciaram uma nova etapa, usando modelagem direta.
“A modelagem para frente requer uma série de novas informações que a modelagem reversa não requer, como volume do óleo, por exemplo. Ela demora um pouco mais para ser realizada”, explica Carina. Condições hidrodinâmicas (correntes marinhas), meteorológica (vento) e profundidade são variáveis que serão consideradas no estudo.
Initial plugin text