Balanço foi divulgado na noite desta sexta-feira (1º) pelo governo do estado, por meio de nota. Dados estão sendo contabilizados desde 17 de outubro. Mancha de óleo vista no litoral de Maragogi, em Pernambuco, no dia 17 de outubro
Diego Nigro/Reuters
Novo balanço divulgado pelo governo de Pernambuco, na noite desta sexta-feira (1º), aponta que a operação de limpeza de praias e rios do estado removeu 1.562 toneladas de óleo. Os dados estão sendo contabilizados desde o dia 17 de outubro, quando a manchas apareceram em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul.
Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema
Lista de praias atingidas pelas manchas de óleo no Nordeste
Petróleo tem substâncias que trazem riscos à saúde
Ao todo, segundo o governo, foram atingidas 47 praias e oito rios de todo o estado. O material recolhido foi entregue ao Centro de Tratamento de Resíduos Pernambuco, em Igarassu, no Grande Recife. No local, ele é encaminhado a fábricas de cimento para virar combustível.
Por meio de nota, o governo informou também que nesta sexta foram localizados “pequenos vestígios” de óleo em sete praias: Cupe e Merepe, em Ipojuca, Boca da Barra, em Tamandaré, Enseada dos Corais e Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, além e Janga e Nossa Senhora do Ó, em Paulista.
De acordo com o balanço, mergulhadores estão atuando nas seguintes áreas: corais da Praia do Cupe, em Ipojuca, corais de Tamandaré, estuários dos Rio Una e Mamucabas, em Barreiros, além do estuário do Rio Persinunga, em São José da Coroa Grande.
O estado disse, ainda, que barreras foram implantadas nos estuários dos rios Persinunga e Una (São José da Coroa Grande), Mamucabas (Barreiros), Maracaípe, Massangana (Ipojuca) e TermoPE (Ipojuca), Jaguaribe (Itamaracá) e Paratibe (Paulista), além do Porto do Recife e Canal de Santa Cruz (Itamaracá).
Ao todo, 400 pessoas do governo e de diversos órgãos estão envolvidas na operação. Na ação, são usados dois helicópteros, 49 viaturas e 15 embarcações.
Cônsules de nove países se reuniram com representantes do governo de Pernambuco para receber informações sobre o desastre do óleo nas praias
Hélia Scheppa/Governo de Pernambuco/Divulgação
Cônsules
Cônsules de nove países se reuniram nesta sexta com representantes do governo de Pernambuco para obter dados sobre o óleo que invadiu as praias do Nordeste.
Durante o encontro, foram repassadas informações oficiais sobre o desastre e as ações feitas para coletar a substância no mar, na areia e nos estuários.
Pesquisadores da UFPE desenvolvem manta de algas para ajudar a conter óleo
Mantas
Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) colheram algas contaminadas pelo óleo na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, para desenvolver uma manta capaz de retirá-lo da água sem poluir o meio ambiente (veja vídeo acima).
A pesquisa é realizada no Centro de Ciências e Saúde da UFPE, na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O professor Jeymesson Vieira, do departamento de histologia e embriologia, explicou que a manta que os pesquisadores pretendem criar é diferente da que tem sido utilizada pelo governo.
Manchas
Um terço das mais de 280 localidades atingidas pelo óleo no Nordeste chegaram a ser limpas, mas viram a poluição retornar ao menos uma vez. Ao todo, 83 praias e outras localidades tiveram a reincidência da contaminação, o que representa 29,5% dos locais afetados pelo petróleo cru que começou a surgir no fim de agosto.
Os dados sobre a volta da poluição são parte de um levantamento do G1 com base em todos os 23 relatórios divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) sobre a situação das praias desde o começo do desastre ambiental.
A análise mostra que, em alguns locais, houve até três “idas e vindas” do óleo. Além disso, aponta que todos os nove estados apresentaram em algum momento o retorno da contaminação entre os dias 29 de setembro e 30 de outubro.
Investigação
Os investigadores estimam que 2,5 mil toneladas de óleo foram derramados no oceano pelo navio Bouboulina, de bandeira grega, suspeito do crime ambiental que atingiu o litoral nordestino.
A Polícia Federal ainda não sabe, entretanto, se o houve um acidente ou vazamento do navio. Uma operação foi inciada pela PF na manhã desta sexta para cumprir mandados na sede da empresa Lachmann Agência Marítima, responsável pelo navio.
Initial plugin text