São Gonçalo do Amarante e Paracuru foram as únicas cidades sem representantes durante a reunião que ocorreu na tarde desta sexta-feira (22). Desde o fim de agosto, as manchas de óleo já atingiram mais de 700 localidades de 10 estados brasileiros.
Arquivo pessoal
Uma reunião entre municípios litorâneos do Ceará e a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) foi organizado para fazer uma avaliação da situação de cada cidade e orientar os representantes acerca de como proceder caso sejam necessárias ações para limpeza de manchas de óleo. O encontro aconteceu na tarde desta sexta-feira (22), mais de dois meses após o início das ocorrências.
Desde o fim de agosto, as manchas de óleo já atingiram mais de 700 localidades de 10 estados brasileiros.
Cartilhas contendo orientações básicas sobre como proceder ao encontrar manchas ou vestígios de óleo foram entregues durante o evento, e disponibilizadas em caixas para distribuição nos municípios. “Desde o início, nós criamos uma coordenação entre Sema, Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Ibama e Marinha do Brasil, todos os dias estão reunidos mobilizando os municípios para fazer limpeza de óleo, atendimento dos animais oleados, e também estamos fazendo trabalho preventivo e monitoramento”, destaca Artur Bruno, titular da Sema.
“Situação controlada”
Embora o secretário tenha destacado que, há uma semana, não aparecem manchas de óleo no Ceará, indícios da substância foram encontradas na praia de Taíba, em São Gonçalo do Amarante, também nesta sexta-feira (22), durante a operação “Amazônia Azul, Mar Limpo é Vida!” da Marinha do Brasil. Em nota divulgada no mesmo dia, a própria Marinha afirma que as praias do Estado estão limpas.
Na ocasião, estiveram presentes 18 dos 20 municípios: Acaraú, Amontada, Aquiraz, Aracati, Barroquinha, Beberibe, Camocim, Cascavel, Caucaia, Cruz, Eusébio, Fortaleza, Fortim, Icapuí, Itapipoca, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Paraipaba e Trairi. Representantes de São Gonçalo do Amarante e Paracuru foram os únicos a não comparecer.
“Foi uma boa oportunidade para dialogar. Compartilhamos a situação do prejuízo ao turismo, que é forte na nossa cidade. Mas hoje posso dizer que a situação está controlada. O pior momento foi entre setembro e outubro”, diz Thiago Pinheiro, secretário de Planejamento e Meio Ambiente do município de Beberibe. A cidade teve registros frequentes das manchas de óleo, em quatro pontos do litoral: Morro Branco, Praia da Barra de Sucatinga, Praia do Diogo e Barra do Rio Pirangi.
O próximo passo, de acordo com o titular da Sema, é discutir como recuperar áreas que foram oleadas. “A água do mar, alguns pontos na areia. Isso nós vamos ter que trabalhar posteriormente”, afirma Artur Bruno.
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