Novas manchas do petróleo cru foram encontradas principalmente em Tutoia e Araioses, segundo o IBAMA. Manchas de óleo no litoral de Tutoia (MA)
Reprodução/ TV Mirante
Subiu para 41 o número de pontos afetados pelas manchas do petróleo cru no litoral do Maranhão, de acordo com o último relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O derramamento de óleo no oceano ainda é investigado e atinge o Brasil desde agosto.
Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema
Só em dezembro, 17 novas manchas foram encontradas no litoral maranhense, com destaque para os municípios de Tutoia e Araioses. Também houve registro em Santo Amaro, Paulino Neves, Barreirinhas, Humberto de Campos, Cururupu e Alcântara. Veja abaixo a lista completa.
Manchas de óleo no litoral do Maranhão
Os registros de manchas de óleo no litoral maranhense começaram em setembro, em Atins, na região dos Lençóis Maranhenses. Desde então, voluntários, equipes do Corpo de Bombeiros, além de equipes do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA realizam coleta e limpeza das praias.
Voluntários realizam a limpeza da praia de Travosa, em Santo Amaro do Maranhão, região dos Lençóis Maranhenses.
Divulgação/Defensores da Casa Comum
No Maranhão, os locais mais atingidos pelas manchas do óleo foram a Ilha dos Poldros e a Ilha do Caju, em Araioses, na divisa com o Piauí. Em outras regiões, a substância também atingiu o litoral do município de Tutoia, a Reserva Extrativista Cururupu, além de uma tartaruga na Praia de Itatinga, em Alcântara, na região metropolitana de São Luís.
Tartaruga foi encontrada por universitário na Praia de Itatinga em Alcântara (MA)
Reprodução/Redes Sociais
Quais os riscos para as pessoas?
O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. A substância é tóxica. Compostos encontrados no óleo combustível são voláteis e podem ser inalados durante o manuseio de resíduos sem proteção correta.
Saiba o que fazer ao encontrar manchas ou um animal atingido por óleo
Três dos compostos são extremamente perigosos a longo prazo: além de alto potencial cancerígeno, a exposição ao benzeno, tolueno e xileno pode provocar doenças no sistema nervoso central.
Listada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) como uma substância altamente perigosa, o benzeno, é responsável por provocar anemia e aumenta as chances de infecções e de desenvolvimento de cânceres sanguíneos como a leucemia.
É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias. O Ibama orienta que banhistas e pescadores não toquem ou pisem no material.
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