Veja abaixo como foram os bate-papos sobre yoga, educação, escotismo e a conversa entre Kaique Brito e Maddu MagalhãesA HP 2020 foi totalmente digital. O WWF-Brasil decidiu substituir eventos físicos por um conjunto de atividades e manifestações online, o Festival Digital Hora do Planeta 2020 – Use Sua Voz Pela Natureza. Tudo isso para priorizar o cuidado com a saúde da população brasileira e em cooperação com toda sociedade para evitar o aumento no contágio do coronavírus. Assim, no dia 28 de março, oferecemos 12 horas de programação totalmente gratuita. A sessão de yoga, “Conectados com o Corpo e com o Planeta” foi a primeira transmissão online do dia. Ministrada pela professora Bibi Campos, a atividade trouxe ao público um momento de reflexão, de meditação, de atividade física e de relaxamento. Gabriela Yamagushi, diretora de Sociedade Engajada do WWF-Brasil, deu as boas-vindas e destacou a importância do cuidar e da nossa conexão com tudo o que está ao nosso redor, “do ar que a gente respira, à natureza que fazemos parte”. Antes de dar início às atividades, Bibi Campos fez uma interessante reflexão. “Acredito que todos nós estamos conectados com tudo e todos. Não precisamos separar as coisas. Quando estamos cuidando de nós mesmos estamos cuidando de tudo, e quando estamos cuidando dos nossos oceanos, do nosso ar, das nossas florestas, podemos lembrar que estamos cuidando da gente.”. A transmissão foi acompanhada por uma média de 80 pessoas e pode ser assistida no nosso canal do Facebook, clicando aqui. Os escoteiros têm sido grandes mobilizadores da Hora do Planeta. Em 2020, eles também marcaram presença com a transmissão: “Aprenda a fazer nós com os escoteiros”. A “live” foi apresentada por Filipe Conde, escoteiro há 14 anos e atualmente autor do Canal SAPS, do Youtube, onde publica vídeos divertidos e informativos sobre o dia a dia escoteiro. Fazer nós é uma atividade tipicamente escoteira. Os nós, podem ser feitos com cordas, barbantes, lenços e fitas. Felipe apresentou nomenclaturas, utilidades e conceitos de nós, falando sobre os “nós úteis” e “nós estéticos”. Para assistir à “live” completa, clique aqui. Gustavo Tanaka, idealizador de movimentos ligados ao autoconhecimento, e Helena Galante, do podcast “Jornada da Calma”, participaram da conversa “Um olhar inovador sobre o que está acontecendo no planeta”. Os dois falaram sobre como podemos viver em um mundo em transformação e tocado pelo coronavírus e outras tragédias ambientais. Para Tanaka, o confinamento causado pelo coronavírus é uma oportunidade de refletirmos sobre o que queremos no futuro porque já percebemos que estávamos vivendo num ritmo acelerado demais. “Foi bom para que a gente percebesse que não preciso trabalhar tanto, não preciso consumir tanto, não preciso sair tanto. Estávamos vivendo de uma forma muito prejudicial ao meio ambiente. É o momento de tomarmos consciência de que somos parte do planeta, uma pequena célula desse organismo. Eu não quero ser uma celula cancerígena, quero ser uma celula que ajuda. No dia a dia o que podemos fazer é repensar a forma como olhamos para nós mesmos e como olhamos para a vida, em pequenas praticas diárias: como eu posso ser útil a alguém? Quem eu posso ajudar? Se cada pessoa fizer um pouquinho isso, vai ser uma transformação gigantesca”, disse Tanaka. Helena Galante, acredita que o coronavírus e essa parada no mundo é um momento para grandes transformações. “Não podemos seguir olhando cada um para o próprio umbigo. Minha sensação é que se conseguirmos assumir uma postura reflexiva, vamos conseguir dar uma puxada no freio de mim e viver melhor neste planeta. Não existe mais o eu aqui e a natureza alí. Também é importante que lembremos de seguir sendo solidários quando tudo isso acabar”. A íntegra, aqui. O último bate-papo do dia foi com Kaique Brito, jovem influenciador de 15 anos, e Maddu Magalhães, artista plástica, YouTuber e atriz com o tema “Eu uso minha voz pela natureza” No bate-papo, os dois falaram sobre meio ambiente e como pequenas atitudes que podem mudar o cenário de mudanças climáticas que vivemos. O jovem, morador de Salvador, contou que tem se percebido e se esforçado para estar mais conectado com o tema meio ambiente. “A humanidade sempre usou a natureza, mas chegamos a um ponto de destruição. Então é o momento de repensar essa forma de viver com a natureza e eu acredito que podemos inserir no nosso dia a dia pequenos hábitos que podem ajudar e muito. A natureza é um assunte urgente! O derramamento de óleo aqui no nordeste por exemplo foi algo que me tocou muito. Até hoje a gente tá sem resposta, de onde veio, como veio parar aqui… seria muito importante a gente saber!”, disse.”Se cada um de nós influenciar 1 ou 2 pessoas com relação ao meio ambiente isso vira uma reação em cadeia e podemos fazer uma grande transformação. Devemos ser influenciadores de boas ideias e atitudes pelo planeta”, começou Maddu. “Mais de 70% da minha casa é decorada com móveis e objetos que eu coleto em caçambas de lixo. Ou seja, é reaproveitada. Eu consegui diminuir o volume de consumo. Uma coisa que eu comecei a fazer foi o de passar água nas embalagens antes de descartar. No começo achei um trabalhão, mas comecei a fazer. Porque se há uma norma, por que não fazemos? E percebi que ganhei muito fazendo isso! Uma sensação e um retorno muito gratificantes. Me sinto mais transformada, mais importante e mais conectada ao planeta. A mudança de hábito pode parecer um esforço no começo, mas depois é uma recompensa e você se contextualiza com o planeta!”, afirmou Maddu. Vc pode ver a íntegra aqui.